quinta-feira, 25 de novembro de 2010

falando sobre bandas do estilo heppy rock atualmente

Desde a explosão do BRock, no início da década de 1980, não se via tanta cor na música pop nacional. Naquela época, a Blitz carregava nas tintas, principalmente nas cores flúor. Agora, uma nova leva de grupos vem se destacando também por isso. São bandas que se enquadram no chamado happy rock, o rock feliz, rótulo que foi criado inclusive por uma delas, a Restart. Mas, diferentemente da trupe de Evandro Mesquita, solar também porque nasceu na Praia do Arpoador, a maior parte das bandas vêm de São Paulo. E surgem como um contraponto à febre teen anterior, os emos, com suas roupas pretas e letras chorosas.


Além da Restart, os outros nomes do happy rock são os grupos Cine, Hori, Hevo84, Replace e Izi. Somente as duas primeiras, que encabeçam a lista, se incluem no rótulo. A Restart tem até uma música, Happy rock sunday, cujos versos – “E então tá tudo pronto pro amor, a paz e a curtição/ Eu vou dançar ouvindo o som do teu coração” – explicitam o descompromisso da banda. “Com a certeza de que iriam nos chamar de alguma coisa, resolvemos, já no começo da Restart, chamar o estilo de happy rock. A gente não tem regras. Como eu escrevo a maioria das letras, gosto de falar sobre o que estou passando e, assim, rola uma identidade com o público”, afirma o guitarrista Pe Lu. Em vez de rimar amor e dor, as bandas preferem falar aos fãs que pulem e dancem. Isso, sempre com um refrão grudento e um instrumental bem radiofônico ao fundo.


Essa geração Malhação – a novela teen é a principal porta de entrada dos grupos para a televisão – fala basicamente de amor, felicidade e amizade. Não há qualquer preocupação político-social, marca da geração paulistana de 1980, que surgiu no período pós-ditadura. A internet é o principal canal para divulgação dos grupos, que são campeões de acesso em comunidades virtuais como Orkut, MySpace, Facebook e Twitter. Sobre o visual, Pe Lu diz não ser nada planejado. “A galera tem curtindo muito essas roupas coloridas, que fazem com que reconheçam a banda. Mas o lance do visual não é forçado. Se em algum momento a gente não se sentir bem e resolver usar bege ou preto, vamos usar.”


E, claro, as bandas falam para um público que tem a sua idade. Dos quatro integrantes da Restart, somente Pe Lu tem 19 anos. Os outros três acabaram de fazer 18. Porém, o guitarrista fala com cancha de veterano. “Tocamos juntos desde os 12, 13 anos em outras bandas. Quando a gente estava se formando no colégio, resolveu criar a Restart. Falamos: ‘Vamos tentar a última vez. Se não der certo, cada um vai começar a sua vida separado’.” E isso ocorreu há menos de dois anos.

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